segunda-feira, 23 de março de 2009

Súmula introdutória do tema
Existem duas versões do protocolo IP: o IPv4, a versão actual que utilizamos na grande maioria das situações e o Ipv6, a versão actualizada que prevê um número brutalmente maior de endereços. No IPv4, os endereços Ip são compostos por 4 blocos de 8 bits (32 no total), através de números de 0 a 255. Os endereços IP incluem duas informações: o endereço de rede e o endereço de host. Endereços de 32 bits permitem cerca de biliões de endereços. O grande problema é que os endereços são sempre divididos em duas partes, rede e host e as faixas de endereços classe A consomem cerca de metade dos endereços IP disponíveis, o que representa um enorme desperdício, pois nenhuma delas é completamente usada. O mesmo se pode dizer dos endereços de classe B e C e dos de classe D e E que nunca foram implementados, apesar de parte dos endereços lhes estarem reservados. Mais uma séria limitação do IPv4 é a falta de uma camada de segurança, pois o mesmo não foi pensado para ser utilizado num ambiente completamente anárquico como é a internet actual.
Assim, o IPv6 surge como uma evolução do padrão de endereçamento actual (IPv4) e é representado através de caracteres hexadecimais em que temos 32 caracteres, organizados em octetos, separados por 2 pontos. O IPv6 é a versão 6, a mais actual do protocolo IP e está a ser implantado gradativamente, devendo funcionar lado a lado com o IPv4, em situação de “pilha dupla”. A longo prazo o IPv6 substituirá o IPv4, pois a previsão aponta para a exaustão de todos os endereços IPv4 livres. A implantação do IPv6 é inevitável num futuro próximo.
Ora a implantação do IPv6 deve-se a factores como: o esgotamento do IPv4; a necessidade de mais endereços na internet, pois os endereços livres IPv4 estão a acabar. Este esgotamento deve-se ao facto de a internet não ter sido projectada para uso comercial. Outros factores como a qualidade do serviço (o IPv6 suporta classes de serviço diferenciadas) e a mobilidade (o IPv6 suporta a mobilidade dos utilizadores através do endereço IPv6 de origem) motivam a implantação do IPv6.
Assim, o IPv6 vem colmatar falhas do IPv4, introduzindo novas funcionalidades, tais como: maior número de endereçamentos na internet; melhorias no routing; possibilidade de auto-configuração; operação em redes de alto débito; provimento de melhor segurança e protecção de dados no próprio protocolo; suporte para biliões de hosts; redução do tamanho da tabela de rotas; simplificação do protocolo; possibilidade de multicasting, de evolução futura do protocolo e de coexistência de antigos e novos protocolos.
O mais importante objectivo do IPv6 é, efectivamente, a convivência pacífica com o IPv4, pois é irreal esperar que todos os dispositivos ligados à internet mudem de protocolo repentinamente. A transição ocorrerá, neste sentido, de forma gradual. Hoje já é perfeitamente possível navegar em IPv6 puro, mas o suporte 6to4 não se encontra disseminado, apesar de já se caminhar na direcção de uma internet IPv6.
De facto, o IPv6 é um formato livre para qualquer interessado em conectar-se, é bem documentado e é possível configurá-lo automaticamente via multicast IPv4. Mas a verdade é que as entidades não migrarão em massa para o Ipv6 até que precisem de aceder a serviços apenas disponíveis em IPv6 e até que os endereços IPv4 esgotem por completo. Dito isto pode afirmar-se que o IPv6 já tem usos práticos nos dias de hoje e tem características únicas, que constituem autênticas novidades, nomeadamente: o espaço de endereçamento (128 bits); auto-configuração de endereço (suporte para atribuição automática de endereços numa rede IPv6, podendo ser omitido o servidor de DHCP a que estamos habituados no IPv4); endereçamento hierárquico (simplifica as tabelas de encaminhamento dos routers da rede, diminuindo assim a carga de processamento dos mesmos); formato do cabeçalho (totalmente remodelado em relação ao IPv4); cabeçalhos de extensão (opção para guardar informação adicional); suporte a qualidade diferenciada (aplicações de áudio e vídeo passam a estabelecer conexões apropriadas tendo em conta as suas exigências em termos de qualidade de serviço); capacidade de extensão (permite adicionar novas especificações de forma simples); encriptação (diversas extensões no IPv6 permitem, à partida, o suporte para opções de segurança como autenticação, integridade e confidencialidade dos dados).
A massiva popularização da internet trouxe um grave problema, que é a escassez de endereços disponíveis. Parte disto deve-se à má distribuição dos endereços IP actuais, em que grande parte destes simplesmente não são aproveitados.
O IPv6 promete “colocar ordem na casa”, oferecendo um volume brutalmente maior de endereços e uma migração suave a partir do padrão actual (IPv4). O IPv6 não é propriamente um projecto novo. Embora só agora comece a ter popularidade, ele vem sendo desenvolvido desde 1995. Assim, ele não constitui um “upgrade” do IPv4, mas um protocolo totalmente novo que promete solucionar muitas das falhas do IPv4. Pelo exposto percebe-se que o IPv6 se designe também por IP The Next Generation.

quarta-feira, 18 de março de 2009

A Comissão Europeia anunciou o objectivo de garantir que, até 2010, 25% das instituições públicas, privadas e particulares passem a suportar as suas presenças on-line sobre o protocolo IPv6, revela a Exame Informática.
A rede
IPv6 pretende substituir o antigo IPv4 que hoje dá suporte à grande maioria dos endereços IP existentes em todo o mundo e cuja capacidade se encontra já próxima do limite.

Informação consultada no site icorli9e.wordpress.com
O IPV6 é uma evolução do padrão de endereçamento actual onde, ao invés de endereços de 32 bits, são usados endereços de 128 bits. O número de endereços disponíveis no IPv6 é infinito. Seria o número 340.282.366.920 seguido por mais 27 casas decimais. Tudo isso para prevenir a possibilidade de, num futuro distante, ser necessária uma nova migração.
Por serem muito mais longos, os endereços IPv6 são representados através de caracteres em hexa. No total temos 32 caracteres, organizados em oito quartetos e separados por dois pontos.
No conjunto hexadecimal, cada caracter representa 4 bits (16 combinações). Devido a isso, temos, além dos números de 0 a 9, também os caracteres A, B, C, D, E e F, que representam (respectivamente), os números 10, 11, 12, 13, 14 e 15. Um exemplo de endereço IPV6, válido na internet, seria "2001:bce4:5641:3412:341:45ae:fe32:65".

Entender o IPv6-Estado da arte

"A massiva popularização da Internet trouxe um problema grave, que é a escassez de endereços disponíveis. Parte disso se deve à má distribuição dos endereços IPs actuais, onde algumas empresas possuem faixas de endereços classe A inteiras, fazendo com que grande parte dos endereços disponíveis simplesmente não sejam aproveitados.
Para início de conversa, 32 bits equivalem a nada menos do que 4.294.967.296 combinações. Destes, pouco mais de 3.7 bilhões de endereços são aproveitáveis, já que (entre outros) os endereços iniciados com 0, 10, 127 e de 224 em diante são reservados.
Além disso, a maior parte das faixas de endereços de classe A, que englobam as faixas iniciadas com de 1 a 126 são propriedade de grandes empresas, que acabam por utilizar apenas uma pequena faixa deles. Por exemplo, apenas a HP, sozinha, tem direito a duas faixas inteiras, uma ganha durante a distribuição inicial das faixas de endereços IP classe A e a segunda herdada com a compra da DEC. (...)
Um dos factores que vem reduzindo a pressão sobre os escassos endereços disponíveis é o uso do NAT.(...) Apesar disso, o NAT não é a solução para tudo. (...)
Chegamos então ao IPv6, que promete colocar ordem na casa, oferecendo um volume brutalmente maior de endereços e uma migração suave a partir do padrão atual (IPV4). Embora só recentemente o tema tenha ganho popularidade, o IPv6 não é exactamente um projecto novo. O padrão vem sendo desenvolvido desde 1995, (...) Entre os dois existiu o "IPV5", que era uma padrão de streaming que nunca chegou realmente a ser usado."

Esta informação foi retirada do site http://www.gdhpress.com.br/redes/leia/index.php?p=cap4-8, onde podes obter informação mais detalhada.

Rede mundial IPv6-Estado da arte

Hoje já é perfeitamente possível navegar na Internet em IPv6 puro.
A opção ideal sem dúvida seria um provedor capaz de trafegar IPv6 directamente, mas apenas alguns provedores no mundo suportam IPv6.
A segunda opção desejável é o protocolo 6to4, mas o suporte dos provedores a 6to4 também não é disseminado, muito embora seja o passo intermediário "natural" em direção a uma Internet IPv6.

Convivência entre IPv4 e IPv6

"O mais importante objectivo de projecto do IPv6 é a convivência pacífica com o IPv4. Seria irreal esperar que todos os dispositivos ligados à Internet mudassem para outro protocolo num mesmo dia e hora. A transição só pode acontecer se for gradual.
As questões de transição e convivência estão intimamente ligadas, e ainda são objecto de estudo, portanto muito já mudou neste tópico desde o projecto original do IPv6 até agora, e possivelmente soluções melhores que as actuais vão aparecer, na medida em que mais pessoas tomam contacto com o IPv6."

Esta informação foi retirada do site www.ipv6.br/IPV6/ArtigoProgramacaoSocketsBSDParte02, onde podes aprofundar a questão.

Usos práticos do IPv6 hoje-Estado da arte

"Muito embora HAGEN (2002) não recomende nenhum novo investimento de vulto em IPv4, a verdade é que as entidades (pessoas, empresas, instituições) via de regra utilizam a informática como meio de resolver problemas, e não como um fim em si, e não migrarão para IPv6 até que:
a) precisem de aceder serviços disponíveis apenas em IPv6;
b) os endereços IPv4 esgotarem-se de todo.
Nenhuma das duas coisas deve acontecer no futuro breve. O mais provável é que os endereços IPv4 se tornem assintoticamente mais escassos; os critérios cada vez mais rígidos de alocação impedirão seu esgotamento total.
É certo porém que, para o usuário final, tornar-se-à praticamente impossível obter um endereço IPv4 público e estático. Isso já é uma realidade, se consideramos que os endereços dinâmicos singelos atribuídos a linhas discadas e ADSL impedem o usuário de hospedar um domínio, tornando-o um cidadão de segunda classe na Internet. Outros truques que provedores usam (e.g. Redirecionamento de tráfego Web para enlaces baratos e roteadores NAT) tornam o usuário um net-cidadão de terceira classe, sem IP público, cuja percepção de Internet restringe-se ao protocolo HTTP.
Dito isto, existe algum uso prático do IPv6 nos dias de hoje?
Sim, existe. O IPv6 tem características únicas que o tornam útil mesmo se não houvesse perspectiva de uma Internet IPv6.
A principal delas é a auto-configuração. (...) cada interface de um nó IPv6 tem um endereço auto-configurado, baseado no endereço de enlace. Muito embora esse endereço seja apenas local (não pode trafegar na Internet), costuma ser suficiente.
Isso pode ser útil num ambiente com dispositivos embarcados, onde não se pode esperar haver um administrador de rede. Tanto os dispositivos como os eventuais servidores têm de ser totalmente stateless, o que exclui o uso de DHCP e outros protocolos afins.
Adicione-se redes wireless a este cenário; distribuição de endereços IP é um problema sério em redes wireless. Todas as soluções (...) têm vantagens e desvantagens. Todas têm alguma necessidade de configuração.
Numa rede wireless IPv6, assumindo não haja divisões da rede em segmentos de terceira camada, o DHCP é completamente desnecessário. Dependendo da situação, pode optar-se mesmo por redes ad-hoc, sem pontos de acesso.
A auto-configuração não se restringe a uma rede local singela; pode-se utilizar os endereços site-local auto-configurados e atribuir o prefixo de rede de forma dinâmica, desde que haja ao menos um router configurado para isso. Numa aplicação isolada, pode-se despachar o dispositivo-router com números de rede fixos."
Consulta o site www.ipv6.br/IPV6/ArtigoProgramacaoSocketsBSDParte02 para informações mais pormenorizadas. Esta informação foi retirada do mesmo.

Principais vantagens do IPv4 relativamente ao IPv6

  1. Livre para qualquer interessado em conectar-se à rede IPv6;
  2. Bem documentado;
  3. Possível adopção da tecnologia por parte dos routeurs IPv6;
  4. Provisão para configuração automática via multicast IPv4, portanto é o caminho mais suave para que provedores de acesso à Internet ofereçam IPv4 e IPv6 simultaneamente sem grande esforço adicional.

Principais objectivos da criação do IPv6

"Os principais objectivos da criação do IPv6 foram colmatar as principais falhas do IPv4 e introduzir novas funcionalidades, designadamente:

  1. Aumento do número de endereços na Internet passando assim a ter muitas vezes mais endereços IPs.
  2. Melhoramento do Routing carregando menos os routers é possível ter uma melhor performance na Internet, especialmente quando são routers principais.
  3. Possibilitar autoconfiguração de modo a que seja retirado trabalho para o utilizador final, que deseja conectar a sua máquina em qualquer ponto da rede e obter rede e endereço IP.
  4. Operação em redes de alto débito com cada vez mais rápidas redes, é necessário adaptar o protocolo para retirar a maior performance delas. O IPv4 nunca foi pensado para redes de alto débito.
  5. Prover melhor segurança.
  6. Criar mecanismos de proteção no próprio protocolo.
  7. Confidencialidade e privacidade, algo que falta no IPv4 e que é implementado a nível aplicacional é justamente a confidencialidade. Torna-se necessário codificar os dados a nível de IP.
  8. Capacidade de QoS, dado que existe uma variedade de tipos de tráfego sobre IP, é necessário saber distinguí-los e dar prioridades diferentes para cada caso, de modo a garantir uma qualidade de serviço.
  9. Suportar bilhões de hosts, mesmo que os endereços fossem alocados de forma ineficiente.
  10. Reduzir o tamanho da tabela de rotas.
  11. Simplificar o protocolo para permitir que os routers processem os pacotes mais rapidamente.
  12. Dar maior atenção ao tipo de serviço trafegado, particularmente para dados de Tempo Real.
  13. Permitir o escopo do alcance de um pacote (Multicasting).
  14. Fazer o possível para que um host tenha mobilidade sem mudar seu endereço.
  15. Permitir que o protocolo evolua no futuro.
  16. Permitir que protocolos antigos e novos coexistam por anos."

Para aprofundares o assunto consulta o site http://www.ipv6.br/IPV6/ArtigoNovaGeracaoCom%20unicacaoParte08, de onde esta informação foi retirada.


terça-feira, 17 de março de 2009

Transição IPV4-IPV6

"Concebido há aproximadamente duas décadas, o protocolo IP apresenta restrições face às necessidades das aplicações de rede actuais.
Como resposta ao crescimento exponencial das aplicações de rede e da Internet, foi desenvolvido o projecto
IP the Next Generation, também designado por IPv6 - IP versão 6, sendo a versão 4 a actual e estando a versão 5 atribuída ao protocolo ST-II.
A nova versão introduz melhoramentos significativos entre outros aspectos a nível de endereçamento, encaminhamento e segurança e apresenta os seguintes objectivos:

  1. Solucionar problemas de endereçamento do IPv4 (reserva e utilização de espaço, divisão de redes, eliminação de parâmetros não utilizados);
  2. Evitar saturação das tabelas de encaminhamento na Internet;
  3. introduzir mecanismos de transição para uma passagem transparente e gradual do protocolo IPv4 para IPv6;
  4. Introduzir mecanismos de segurança na camada de rede;
  5. Providenciar suporte para aplicações multimédia e em tempo real.

O protocolo IPv6 não é um "upgrade" do IPv4, é um protocolo totalmente novo. O seu endereçamento é diferente, os seus cabeçalhos são especializados e flexíveis, permite o controlo de fluxo, segurança, auto-configuração e outros aspectos novos.
A estratégia de integração de um novo protocolo na Internet tem de apresentar grande flexibilidade de modo a permitir uma transição gradual.A interoperabilidade entre as duas versões do protocolo IP é essencial, dada a quantidade de infra-estruturas IPv4 actualmente em funcionamento."

Esta informação foi retirada do site www.ipv6.br/IPV6/ArtigoNovaGeracaoComunicacaoParte08, a partir do qual poderás obter informação mais detalhada.

Novidades nas especificações do IPV6


  1. "Espaço de Endereçamento: Os endereços IPv6 têm um tamanho de 128 bits.


  2. Autoconfiguração de endereço: Suporte para atribuição automática de endereços numa rede IPv6, podendo ser omitido o servidor de DHCP a que estamos habituados no IPv4.


  3. Endereçamento hierárquico: Simplifica as tabelas de encaminhamento dos routeurs da rede, diminuindo assim a carga de processamento dos mesmos.


  4. Formato do cabeçalho: Totalmente remodelados em relação ao IPv4.


  5. Cabeçalhos de extensão: Opção para guardar informação adicional.


  6. Suporte a qualidade diferenciada: Aplicações de áudio e vídeo passam a estabelecer conexões apropriadas tendo em conta as suas exigências em termos de qualidade de serviço (QoS).


  7. Capacidade de extensão: Permite adicionar novas especificações de forma simples.


  8. Encriptação: Diversas extensões no IPv6 permitem, à partida, o suporte para opções de segurança como autenticação, integridade e confidencialidade dos dados."

Consulta o site http://portalipv6.lacnic.net/pt-br, de onde esta informação foi retirada.

Motivações para a implantação do IPV6

  1. "A principal motivação para a implantação do IPv6 na Internet é a necessidade de mais endereços, porque os endereços livres IPv4 estão a acabar.
    Para entender as razões desse esgotamento, é importante considerar que a Internet não foi projectada para uso comercial. No início da década de 1980, ela poderia ser considerada uma rede predominantemente académica, com cerca de 100 computadores interligados. Apesar disso, pode-se dizer que o espaço de endereçamento do IP versão 4, de 32 bits, não é pequeno: 4.294.967.296 endereços".

Outros factores motivantes

  1. "Qualidade de serviço: A convergência das redes de telecomunicações futuras para a camada de rede comum, o IPv6, prevê o aparecimento de novos serviços sobre IP (por exemplo. VoIP, streaming de vídeo em tempo real, etc). O IPv6 suporta intrinsecamente classes de serviço diferenciadas, em função das exigências e prioridades do serviço em causa.
  2. Mobilidade: A mobilidade está a tornar-se um factor muito importante na sociedade de hoje em dia. O IPv6 suporta a mobilidade dos utilizadores, onde estes poderão ser contactados em qualquer rede através do seu endereço IPv6 de origem."

Para mais informações consulta http://portalipv6.lacnic.net/pt-br, de onde esta informação foi retirada.

O que é, então, o IPV6?

"O IPv6 é a versão 6, a mais actual, do protocolo IP. Ele está a ser implantado gradativamente na Internet e deve funcionar lado a lado com o IPv4, numa situação tecnicamente chamada de "pilha dupla" ou "dual stack", por algum tempo. A longo prazo, o IPv6 tem como objectivo substituir o IPv4, que só suporta cerca de 4 bilhões (4 x 109) de endereços, contra cerca de 3.4 x 1038 endereços do novo protocolo.
O assunto é tão relevante que alguns governos têm apoiado essa implantação. O governo dos Estados Unidos, por exemplo, em 2005, determinou que todas as suas agências federais deveriam provar ser capazes de operar com o protocolo IPv6 até Junho de 2008. Em Julho de 2008, foi liberada uma nova revisão das recomendações para adopção do IPv6 nas agências federais, estabelecendo a data de Julho de 2010 para garantia do suporte ao IPv6."
Esta informação foi retirada do site http://portalipv6.lacnic.net/pt-brpara. Para obteres mais informações consulta-o.

IPv4 e IPv6-Que diferenças relevantes?

"Existem duas versões do protocolo IP: o IPV4 é a versão actual, que utilizamos na grande maioria das situações, enquanto o IPV6 é a versão actualizada, que prevê um número brutalmente maior de endereços e deve começar a popularizar-se a partir de 2010 ou 2012, quando os endereços IPV4 começarem a esgotar-se.
No IPV4, os endereço IP são compostos por 4 blocos de 8 bits (32 bits no total), que são representados através de números de 0 a 255, como "200.156.23.43" ou "64.245.32.11".
As faixas de endereços começadas com "10", com "192.168" ou com de "172.16" até "172.31" são reservadas para uso em redes locais e por isso não são usados na internet. Os routeurs que compõem a grande rede são configurados para ignorar estes pacotes, de forma que as inúmeras redes locais que utilizam endereços na faixa "192.168.0.x" (por exemplo) possam conviver pacificamente.
No caso dos endereços válidos na internet as regras são mais estritas. A entidade responsável pelo registo e atribuição dos endereços é a ARIN (http://www.arin.net/). As operadoras, carriers e provedores de acesso pagam uma taxa anual (de acordo com o volume de endereços requisitados) e embutem o custo nos links revendidos aos clientes.
Ao conectar via ADSL ou outra modalidade de acesso doméstico, é recebido um único IP válido. Ao alugar um servidor dedicado é recebido uma faixa com 5 ou mais endereços e, ao alugar um link empresarial pode conseguir-se uma faixa de classe C inteira. Mas, de qualquer forma, os endereços são definidos "de cima para baixo" de acordo com o plano ou serviço contratado e não se pode escolher quais endereços utilizar.
Embora aparentem ser uma coisa só, os endereços IP incluem duas informações. O endereço da rede e o endereço do host dentro dela. Numa rede doméstica, por exemplo, poderiam utilizar-se os endereços "192.168.1.1", "192.168.1.2" e "192.168.1.3", onde o "192.168.1." é o endereço da rede (e por isso não muda) e o último número (1, 2 e 3) identifica os três micros que fazem parte dela.
Os micros da rede local podem acessar a internet através de um roteador, que pode ser tanto um servidor com duas placas de rede, quando um modem ADSL ou outro dispositivo que ofereça a opção de compartilhar a conexão. Neste caso, o router passa a ser o gateway da rede e utiliza seu endereço IP válido para encaminhar as requisições feitas pelos micros da rede interna. Este recurso é chamado de NAT (Network Address Translation).
Endereços de 32 bits permitem cerca de 4 bilhões de endereços diferentes, quase o suficiente para dar um endereço IP exclusivo para cada habitante do planeta. O grande problema é que os endereços são sempre divididos em duas partes, rede e host. Nos endereços de classe A, o primeiro octeto se refere à rede e os três octetos seguintes referem-se ao host. Temos apenas 126 faixas de endereços classe A disponíveis no mundo, dadas a governos, instituições e até mesmo algumas empresas privadas, como por exemplo a IBM. As faixas de endereços classe A consomem cerca de metade dos endereços IP disponíveis, representando um gigantesco desperdício, já que nenhuma das faixas é completamente utilizada. Será que a IBM utiliza todos os 16 milhões de endereços IP a que tem direito? Certamente não.
Mesmo nos endereços classe B (dois octetos para a rede, dois para o host, garantindo 65 mil endereços) e nos classe C (três octetos para a rede e um para o host, ou seja, apenas 256 endereços) o desperdício é muito grande. Muitas empresas alugam faixas de endereços classe C para utilizar apenas dois ou três endereços por exemplo.
Para piorar, parte dos endereços estão reservados para as classes D e E, que jamais foram implementadas. Isto faz com que já haja uma grande falta de endereços, principalmente os de classe A e B, que já estão todos ocupados. No ritmo actual, é provável que em poucos anos não existam mais endereços disponíveis.
Mais uma séria limitação do protocolo IPv4 é a falta de uma camada de segurança. Ele foi desenvolvido para ser usado em redes onde as pessoas confiam umas nas outras e não num ambiente anárquico como a internet actual. Camadas de autenticação e encriptação precisam ser adicionadas através de protocolos implantados sobre o TCP/IP, como no CHAP, SSH e assim por diante.
O problema da falta de endereços pode ser contornado de diversas formas, como por exemplo através do NAT, onde um único endereço IP pode ser compartilhado entre vários hosts (em teoria até 16 milhões, usando um endereço da faixa 10.x.x.x na rede interna). Quase todos já utilizamos o NAT ao compartilhar a conexão usando o ICQ do Windows, o IP Masquerading no Linux, ou mesmo mini-distribuições como o Coyote e o Freesco. A maior limitação do NAT é que os hosts sob a conexão compartilhada não recebem conexões entrantes, impedindo que os usuários utilizem programas de partilha de arquivos, servidores Web ou FTP, muitos jogos multiplayer e assim por diante. Numa rede pequena ainda é possível redireccionar algumas portas do servidor para o host que for rodar estas aplicações, mas esta não seria uma opção para por exemplo um provedor de acesso que resolvesse, por falta de endereços IP, oferecer conexões NAT para seus clientes".
Para mais informações consulta o site www.guiadohardware.net/termos/ipv4 de onde esta informação foi retirada.

A proliferação do IPv6


Imagem retirada do site www.thailandipv6.net