"Muito embora HAGEN (2002) não recomende nenhum novo investimento de vulto em IPv4, a verdade é que as entidades (pessoas, empresas, instituições) via de regra utilizam a informática como meio de resolver problemas, e não como um fim em si, e não migrarão para IPv6 até que:
a) precisem de aceder serviços disponíveis apenas em IPv6;
a) precisem de aceder serviços disponíveis apenas em IPv6;
b) os endereços IPv4 esgotarem-se de todo.
Nenhuma das duas coisas deve acontecer no futuro breve. O mais provável é que os endereços IPv4 se tornem assintoticamente mais escassos; os critérios cada vez mais rígidos de alocação impedirão seu esgotamento total.
É certo porém que, para o usuário final, tornar-se-à praticamente impossível obter um endereço IPv4 público e estático. Isso já é uma realidade, se consideramos que os endereços dinâmicos singelos atribuídos a linhas discadas e ADSL impedem o usuário de hospedar um domínio, tornando-o um cidadão de segunda classe na Internet. Outros truques que provedores usam (e.g. Redirecionamento de tráfego Web para enlaces baratos e roteadores NAT) tornam o usuário um net-cidadão de terceira classe, sem IP público, cuja percepção de Internet restringe-se ao protocolo HTTP.
Dito isto, existe algum uso prático do IPv6 nos dias de hoje?
Sim, existe. O IPv6 tem características únicas que o tornam útil mesmo se não houvesse perspectiva de uma Internet IPv6.
A principal delas é a auto-configuração. (...) cada interface de um nó IPv6 tem um endereço auto-configurado, baseado no endereço de enlace. Muito embora esse endereço seja apenas local (não pode trafegar na Internet), costuma ser suficiente.
Isso pode ser útil num ambiente com dispositivos embarcados, onde não se pode esperar haver um administrador de rede. Tanto os dispositivos como os eventuais servidores têm de ser totalmente stateless, o que exclui o uso de DHCP e outros protocolos afins.
Adicione-se redes wireless a este cenário; distribuição de endereços IP é um problema sério em redes wireless. Todas as soluções (...) têm vantagens e desvantagens. Todas têm alguma necessidade de configuração.
Numa rede wireless IPv6, assumindo não haja divisões da rede em segmentos de terceira camada, o DHCP é completamente desnecessário. Dependendo da situação, pode optar-se mesmo por redes ad-hoc, sem pontos de acesso.
A auto-configuração não se restringe a uma rede local singela; pode-se utilizar os endereços site-local auto-configurados e atribuir o prefixo de rede de forma dinâmica, desde que haja ao menos um router configurado para isso. Numa aplicação isolada, pode-se despachar o dispositivo-router com números de rede fixos."
Consulta o site www.ipv6.br/IPV6/ArtigoProgramacaoSocketsBSDParte02 para informações mais pormenorizadas. Esta informação foi retirada do mesmo.
Nenhuma das duas coisas deve acontecer no futuro breve. O mais provável é que os endereços IPv4 se tornem assintoticamente mais escassos; os critérios cada vez mais rígidos de alocação impedirão seu esgotamento total.
É certo porém que, para o usuário final, tornar-se-à praticamente impossível obter um endereço IPv4 público e estático. Isso já é uma realidade, se consideramos que os endereços dinâmicos singelos atribuídos a linhas discadas e ADSL impedem o usuário de hospedar um domínio, tornando-o um cidadão de segunda classe na Internet. Outros truques que provedores usam (e.g. Redirecionamento de tráfego Web para enlaces baratos e roteadores NAT) tornam o usuário um net-cidadão de terceira classe, sem IP público, cuja percepção de Internet restringe-se ao protocolo HTTP.
Dito isto, existe algum uso prático do IPv6 nos dias de hoje?
Sim, existe. O IPv6 tem características únicas que o tornam útil mesmo se não houvesse perspectiva de uma Internet IPv6.
A principal delas é a auto-configuração. (...) cada interface de um nó IPv6 tem um endereço auto-configurado, baseado no endereço de enlace. Muito embora esse endereço seja apenas local (não pode trafegar na Internet), costuma ser suficiente.
Isso pode ser útil num ambiente com dispositivos embarcados, onde não se pode esperar haver um administrador de rede. Tanto os dispositivos como os eventuais servidores têm de ser totalmente stateless, o que exclui o uso de DHCP e outros protocolos afins.
Adicione-se redes wireless a este cenário; distribuição de endereços IP é um problema sério em redes wireless. Todas as soluções (...) têm vantagens e desvantagens. Todas têm alguma necessidade de configuração.
Numa rede wireless IPv6, assumindo não haja divisões da rede em segmentos de terceira camada, o DHCP é completamente desnecessário. Dependendo da situação, pode optar-se mesmo por redes ad-hoc, sem pontos de acesso.
A auto-configuração não se restringe a uma rede local singela; pode-se utilizar os endereços site-local auto-configurados e atribuir o prefixo de rede de forma dinâmica, desde que haja ao menos um router configurado para isso. Numa aplicação isolada, pode-se despachar o dispositivo-router com números de rede fixos."
Consulta o site www.ipv6.br/IPV6/ArtigoProgramacaoSocketsBSDParte02 para informações mais pormenorizadas. Esta informação foi retirada do mesmo.

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