Súmula introdutória do tema
Existem duas versões do protocolo IP: o IPv4, a versão actual que utilizamos na grande maioria das situações e o Ipv6, a versão actualizada que prevê um número brutalmente maior de endereços. No IPv4, os endereços Ip são compostos por 4 blocos de 8 bits (32 no total), através de números de 0 a 255. Os endereços IP incluem duas informações: o endereço de rede e o endereço de host. Endereços de 32 bits permitem cerca de biliões de endereços. O grande problema é que os endereços são sempre divididos em duas partes, rede e host e as faixas de endereços classe A consomem cerca de metade dos endereços IP disponíveis, o que representa um enorme desperdício, pois nenhuma delas é completamente usada. O mesmo se pode dizer dos endereços de classe B e C e dos de classe D e E que nunca foram implementados, apesar de parte dos endereços lhes estarem reservados. Mais uma séria limitação do IPv4 é a falta de uma camada de segurança, pois o mesmo não foi pensado para ser utilizado num ambiente completamente anárquico como é a internet actual.
Assim, o IPv6 surge como uma evolução do padrão de endereçamento actual (IPv4) e é representado através de caracteres hexadecimais em que temos 32 caracteres, organizados em octetos, separados por 2 pontos. O IPv6 é a versão 6, a mais actual do protocolo IP e está a ser implantado gradativamente, devendo funcionar lado a lado com o IPv4, em situação de “pilha dupla”. A longo prazo o IPv6 substituirá o IPv4, pois a previsão aponta para a exaustão de todos os endereços IPv4 livres. A implantação do IPv6 é inevitável num futuro próximo.
Ora a implantação do IPv6 deve-se a factores como: o esgotamento do IPv4; a necessidade de mais endereços na internet, pois os endereços livres IPv4 estão a acabar. Este esgotamento deve-se ao facto de a internet não ter sido projectada para uso comercial. Outros factores como a qualidade do serviço (o IPv6 suporta classes de serviço diferenciadas) e a mobilidade (o IPv6 suporta a mobilidade dos utilizadores através do endereço IPv6 de origem) motivam a implantação do IPv6.
Assim, o IPv6 vem colmatar falhas do IPv4, introduzindo novas funcionalidades, tais como: maior número de endereçamentos na internet; melhorias no routing; possibilidade de auto-configuração; operação em redes de alto débito; provimento de melhor segurança e protecção de dados no próprio protocolo; suporte para biliões de hosts; redução do tamanho da tabela de rotas; simplificação do protocolo; possibilidade de multicasting, de evolução futura do protocolo e de coexistência de antigos e novos protocolos.
O mais importante objectivo do IPv6 é, efectivamente, a convivência pacífica com o IPv4, pois é irreal esperar que todos os dispositivos ligados à internet mudem de protocolo repentinamente. A transição ocorrerá, neste sentido, de forma gradual. Hoje já é perfeitamente possível navegar em IPv6 puro, mas o suporte 6to4 não se encontra disseminado, apesar de já se caminhar na direcção de uma internet IPv6.
De facto, o IPv6 é um formato livre para qualquer interessado em conectar-se, é bem documentado e é possível configurá-lo automaticamente via multicast IPv4. Mas a verdade é que as entidades não migrarão em massa para o Ipv6 até que precisem de aceder a serviços apenas disponíveis em IPv6 e até que os endereços IPv4 esgotem por completo. Dito isto pode afirmar-se que o IPv6 já tem usos práticos nos dias de hoje e tem características únicas, que constituem autênticas novidades, nomeadamente: o espaço de endereçamento (128 bits); auto-configuração de endereço (suporte para atribuição automática de endereços numa rede IPv6, podendo ser omitido o servidor de DHCP a que estamos habituados no IPv4); endereçamento hierárquico (simplifica as tabelas de encaminhamento dos routers da rede, diminuindo assim a carga de processamento dos mesmos); formato do cabeçalho (totalmente remodelado em relação ao IPv4); cabeçalhos de extensão (opção para guardar informação adicional); suporte a qualidade diferenciada (aplicações de áudio e vídeo passam a estabelecer conexões apropriadas tendo em conta as suas exigências em termos de qualidade de serviço); capacidade de extensão (permite adicionar novas especificações de forma simples); encriptação (diversas extensões no IPv6 permitem, à partida, o suporte para opções de segurança como autenticação, integridade e confidencialidade dos dados).
A massiva popularização da internet trouxe um grave problema, que é a escassez de endereços disponíveis. Parte disto deve-se à má distribuição dos endereços IP actuais, em que grande parte destes simplesmente não são aproveitados.
O IPv6 promete “colocar ordem na casa”, oferecendo um volume brutalmente maior de endereços e uma migração suave a partir do padrão actual (IPv4). O IPv6 não é propriamente um projecto novo. Embora só agora comece a ter popularidade, ele vem sendo desenvolvido desde 1995. Assim, ele não constitui um “upgrade” do IPv4, mas um protocolo totalmente novo que promete solucionar muitas das falhas do IPv4. Pelo exposto percebe-se que o IPv6 se designe também por IP The Next Generation.
Assim, o IPv6 surge como uma evolução do padrão de endereçamento actual (IPv4) e é representado através de caracteres hexadecimais em que temos 32 caracteres, organizados em octetos, separados por 2 pontos. O IPv6 é a versão 6, a mais actual do protocolo IP e está a ser implantado gradativamente, devendo funcionar lado a lado com o IPv4, em situação de “pilha dupla”. A longo prazo o IPv6 substituirá o IPv4, pois a previsão aponta para a exaustão de todos os endereços IPv4 livres. A implantação do IPv6 é inevitável num futuro próximo.
Ora a implantação do IPv6 deve-se a factores como: o esgotamento do IPv4; a necessidade de mais endereços na internet, pois os endereços livres IPv4 estão a acabar. Este esgotamento deve-se ao facto de a internet não ter sido projectada para uso comercial. Outros factores como a qualidade do serviço (o IPv6 suporta classes de serviço diferenciadas) e a mobilidade (o IPv6 suporta a mobilidade dos utilizadores através do endereço IPv6 de origem) motivam a implantação do IPv6.
Assim, o IPv6 vem colmatar falhas do IPv4, introduzindo novas funcionalidades, tais como: maior número de endereçamentos na internet; melhorias no routing; possibilidade de auto-configuração; operação em redes de alto débito; provimento de melhor segurança e protecção de dados no próprio protocolo; suporte para biliões de hosts; redução do tamanho da tabela de rotas; simplificação do protocolo; possibilidade de multicasting, de evolução futura do protocolo e de coexistência de antigos e novos protocolos.
O mais importante objectivo do IPv6 é, efectivamente, a convivência pacífica com o IPv4, pois é irreal esperar que todos os dispositivos ligados à internet mudem de protocolo repentinamente. A transição ocorrerá, neste sentido, de forma gradual. Hoje já é perfeitamente possível navegar em IPv6 puro, mas o suporte 6to4 não se encontra disseminado, apesar de já se caminhar na direcção de uma internet IPv6.
De facto, o IPv6 é um formato livre para qualquer interessado em conectar-se, é bem documentado e é possível configurá-lo automaticamente via multicast IPv4. Mas a verdade é que as entidades não migrarão em massa para o Ipv6 até que precisem de aceder a serviços apenas disponíveis em IPv6 e até que os endereços IPv4 esgotem por completo. Dito isto pode afirmar-se que o IPv6 já tem usos práticos nos dias de hoje e tem características únicas, que constituem autênticas novidades, nomeadamente: o espaço de endereçamento (128 bits); auto-configuração de endereço (suporte para atribuição automática de endereços numa rede IPv6, podendo ser omitido o servidor de DHCP a que estamos habituados no IPv4); endereçamento hierárquico (simplifica as tabelas de encaminhamento dos routers da rede, diminuindo assim a carga de processamento dos mesmos); formato do cabeçalho (totalmente remodelado em relação ao IPv4); cabeçalhos de extensão (opção para guardar informação adicional); suporte a qualidade diferenciada (aplicações de áudio e vídeo passam a estabelecer conexões apropriadas tendo em conta as suas exigências em termos de qualidade de serviço); capacidade de extensão (permite adicionar novas especificações de forma simples); encriptação (diversas extensões no IPv6 permitem, à partida, o suporte para opções de segurança como autenticação, integridade e confidencialidade dos dados).
A massiva popularização da internet trouxe um grave problema, que é a escassez de endereços disponíveis. Parte disto deve-se à má distribuição dos endereços IP actuais, em que grande parte destes simplesmente não são aproveitados.
O IPv6 promete “colocar ordem na casa”, oferecendo um volume brutalmente maior de endereços e uma migração suave a partir do padrão actual (IPv4). O IPv6 não é propriamente um projecto novo. Embora só agora comece a ter popularidade, ele vem sendo desenvolvido desde 1995. Assim, ele não constitui um “upgrade” do IPv4, mas um protocolo totalmente novo que promete solucionar muitas das falhas do IPv4. Pelo exposto percebe-se que o IPv6 se designe também por IP The Next Generation.

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